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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Eternidade

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Eternidade

Ficou o teu sorriso
Estampado, aberto, cristalino
Ficou o teu olhar
Ficou a tua presença
O teu abraço amigo

Ficou esta saudade
Que nos acalenta
E a certeza
Na eternidade
Nos seus novos caminhos
Junto a Deus

Um dia
Todos os afetos
Por certo hão de se  encontrar
E estará ai de braços abertos
Pra acolher todos os seus amores
Todos os seus amigos

Meu amigo
Deus esteja sempre contigo


Autor
Carlos Marcos Faustino

 23/10/2017 – segunda feira- 10:07

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

versos não concebidos

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Versos não concebidos



Desce no leito de minhas veias
Rasgando caminhos
Feito fonte que desce a serra
Sulcando rumos pela terra
Meu sangue  latejante, pulsante
Adiante na sua rotina pra manter-me vivo

Desce afora, meu pensamento em rimas
Sulcando versos não concebidos
Habitantes apenas num universo
Paralelo a este em que vivo


São ramalhetes que florescem caminhos
Enlaçados por canções que habito
Brotando emoções com as quais convivo

São sementes deixadas ao longo da vida
Afora a eternidade que trago comigo
Talvez feneçam, talvez sobrevivam.


Autor
Carlos Marcos Faustino

30/08/2017 – quarta-feira -10:08

sábado, 12 de agosto de 2017

Meu pai


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Meu pai

Enrolava o fumo de corda
Num pedaço de papel ou palha,
 E ao acendê-lo, uma labareda lhe clareava a face,
Depois aspirava fundo pra soltar no ar em um segundo,
Fumaças dançantes fugindo em busca do céu,
Desaparecendo no ar

Depois deixava o olhar
Perder-se em devaneios,
Vagava entremeio a recordações,
Ora doces saudades enroladas como bombons,
Saboreadas ao som do radio em cima da mesa,
Melodias que não lhe davam tristeza,
Mas que lhe faziam sorrir o coração.

E nos bons tempos de nossa meninice
Junto ao fogão
Contava-nos causos, de sua vida,
De sua imaginação, de sua juventude,
De suas paixões, até dos seus sonhos de então,
E quando falava de assombração,
Aconchegávamos mais ao seu lado,
 Pra nos sentir abraçados pela sua proteção.

Autor
Carlos Marcos Faustino
28/09/2014-Domingo -23h50m


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Seus versos


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A partida - XXXVI -

Seus versos ( Boemia)


Como se fora uma dança
Dos alforjes da minha alma
Tudo que agora se espalma
 Afora tantas mudanças
 Lembranças, lembranças tantas-
Em  tempos de boemia
Seus versos, quanta mestria
Inda se ouvem os ecos
Que florescem nos becos
No anoitecer dos meus dias

Autor
Carlos Marcos Faustino
10/05/2017 – quarta-feira – 14:23

A vida passa


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A vida passa

Estás aí? Estás?
O teclado não nos diz
Quem escreve é aprendiz
De palavras que caladas
Chegam ou não
Transbordando emoções.

Se é sexta final de semana,
Terrivelmente sexta-feira,
Maravilhosamente sexta-feira
Ilusoriamente sexta,
Segunda ou domingo, não importa;

É assim que os dias se sucedem
Estação por estação
Os cabelos embranquecem
As tristezas adormecem
E renascem as lembranças
O tempo passa
Como se fosse um trem bala
A vida vai-se embora
Mas sabe o que mais nos embala?
-A esperança-


Autor
Carlos Marcos Faustino
30/06/2011 – quinta-feira- 11h33




sexta-feira, 5 de maio de 2017

Meus versos


Nenhum texto alternativo automático disponível.





A partida  - XXIX - 

Meus versos


Meus versos não são tão belos
quão simples é meu pensar
Pululam sem almejar
Serem tão lindos castelos
Nascem sem muito atropelos
E querem ser poesia
Mesmo sem ter a magia
São como simples botecos
Que florescem pelos becos
No anoitecer dos meus dias


Autor
Carlos Marcos Faustino
04/05/2017 - quinta-feira - 18:22

domingo, 23 de abril de 2017

Lágrimas de poeta


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Lágrimas de poeta

Rolaram dois versos
Os primeiros de uma poesia
Estamparam-se no papel à revelia
Na alma o poeta  se esconde
Até que mais versos juntam-se aos primeiros
 Onde “Palavras emolduradas” são escritas
Tímidas caladas esperando pra serem lidas

E assim outra também vem.
 Respinga
E vem outra e mais outra
E a folha branca e nua fica tomada
E oferece em suas linhas
Um sentimento profundo
Todo nas entrelinhas daquelas palavras

São como lágrimas do poeta
Poesias em paginas escancaradas
Ali ele se entrega e fica
Pelos anos afora até que aquelas paginas amareladas
São descartadas
Rotinas  de toda uma vida

Autor
Carlos Marcos Faustino

22/04/2017 – sábado -22:42