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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

versos não concebidos

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Versos não concebidos



Desce no leito de minhas veias
Rasgando caminhos
Feito fonte que desce a serra
Sulcando rumos pela terra
Meu sangue  latejante, pulsante
Adiante na sua rotina pra manter-me vivo

Desce afora, meu pensamento em rimas
Sulcando versos não concebidos
Habitantes apenas num universo
Paralelo a este em que vivo


São ramalhetes que florescem caminhos
Enlaçados por canções que habito
Brotando emoções com as quais convivo

São sementes deixadas ao longo da vida
Afora a eternidade que trago comigo
Talvez feneçam, talvez sobrevivam.


Autor
Carlos Marcos Faustino

30/08/2017 – quarta-feira -10:08

sábado, 12 de agosto de 2017

Meu pai


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Meu pai

Enrolava o fumo de corda
Num pedaço de papel ou palha,
 E ao acendê-lo, uma labareda lhe clareava a face,
Depois aspirava fundo pra soltar no ar em um segundo,
Fumaças dançantes fugindo em busca do céu,
Desaparecendo no ar

Depois deixava o olhar
Perder-se em devaneios,
Vagava entremeio a recordações,
Ora doces saudades enroladas como bombons,
Saboreadas ao som do radio em cima da mesa,
Melodias que não lhe davam tristeza,
Mas que lhe faziam sorrir o coração.

E nos bons tempos de nossa meninice
Junto ao fogão
Contava-nos causos, de sua vida,
De sua imaginação, de sua juventude,
De suas paixões, até dos seus sonhos de então,
E quando falava de assombração,
Aconchegávamos mais ao seu lado,
 Pra nos sentir abraçados pela sua proteção.

Autor
Carlos Marcos Faustino
28/09/2014-Domingo -23h50m


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Seus versos


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A partida - XXXVI -

Seus versos ( Boemia)


Como se fora uma dança
Dos alforjes da minha alma
Tudo que agora se espalma
 Afora tantas mudanças
 Lembranças, lembranças tantas-
Em  tempos de boemia
Seus versos, quanta mestria
Inda se ouvem os ecos
Que florescem nos becos
No anoitecer dos meus dias

Autor
Carlos Marcos Faustino
10/05/2017 – quarta-feira – 14:23

A vida passa


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A vida passa

Estás aí? Estás?
O teclado não nos diz
Quem escreve é aprendiz
De palavras que caladas
Chegam ou não
Transbordando emoções.

Se é sexta final de semana,
Terrivelmente sexta-feira,
Maravilhosamente sexta-feira
Ilusoriamente sexta,
Segunda ou domingo, não importa;

É assim que os dias se sucedem
Estação por estação
Os cabelos embranquecem
As tristezas adormecem
E renascem as lembranças
O tempo passa
Como se fosse um trem bala
A vida vai-se embora
Mas sabe o que mais nos embala?
-A esperança-


Autor
Carlos Marcos Faustino
30/06/2011 – quinta-feira- 11h33




sexta-feira, 5 de maio de 2017

Meus versos


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A partida  - XXIX - 

Meus versos


Meus versos não são tão belos
quão simples é meu pensar
Pululam sem almejar
Serem tão lindos castelos
Nascem sem muito atropelos
E querem ser poesia
Mesmo sem ter a magia
São como simples botecos
Que florescem pelos becos
No anoitecer dos meus dias


Autor
Carlos Marcos Faustino
04/05/2017 - quinta-feira - 18:22

domingo, 23 de abril de 2017

Lágrimas de poeta


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Lágrimas de poeta

Rolaram dois versos
Os primeiros de uma poesia
Estamparam-se no papel à revelia
Na alma o poeta  se esconde
Até que mais versos juntam-se aos primeiros
 Onde “Palavras emolduradas” são escritas
Tímidas caladas esperando pra serem lidas

E assim outra também vem.
 Respinga
E vem outra e mais outra
E a folha branca e nua fica tomada
E oferece em suas linhas
Um sentimento profundo
Todo nas entrelinhas daquelas palavras

São como lágrimas do poeta
Poesias em paginas escancaradas
Ali ele se entrega e fica
Pelos anos afora até que aquelas paginas amareladas
São descartadas
Rotinas  de toda uma vida

Autor
Carlos Marcos Faustino

22/04/2017 – sábado -22:42

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Melhor amigo

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Melhor amigo

Quando tudo te parecer difícil
Quando fecharem todas as portas
Quando não existirem mais caminhos
Alce o teu mais magistral voo
Vislumbre o teu mais puro sorriso
Voe sobre todas as dificuldades
Vença todos os empecilhos
Hás de conseguir, não te esqueças
O poder da tua fé é teu melhor amigo.


Quando te sentires solitário
Naquele momento contigo mesmo
Não deixe de ponderar tuas opções
Talvez as mais fáceis soluções
Que bailam no teu imaginário
São aquelas que te deixarão perdido, à esmo

É preciso levantar o véu
Pra poder vivenciar o quanto tu tens de belo
Ainda há tempo de reconstruir teu castelo
Inda existirão milhões de sonhos no teu céu
Não fique te impondo castigos
O Poder da tua fé inda é teu melhor amigo.

Autor
Carlos Marcos Faustino
12/04/2017 – terça-feira – 11H45
19/07/2017 -  quarta-feira- 00H25